Já no século XVI, Paracelso, médico suíço considerado o Pai da terapêutica moderna afirmava que: “O vinho é um alimento, um remédio e um veneno
– é apenas uma questão de dose”. E seguindo essa máxima, Roger Corder em "A Dieta do Vinho" (2007) embasa seus estudos em pesquisas feitas com milhares
de pessoas em todo mundo, estudando os efeitos benéficos do vinho em diferentes grupos e dietas.
Não só o vinho consumido moderadamente – 2 a 3 taças diárias de 125 ml, consumidas preferencialmente à noite, mas também o estilo de vida e hábitos
alimentares somados contribuem para que o indivíduo viva mais e melhor.
Para melhor usufruir dos benefícios do vinho, é preciso saber diferenciar os “vinhos de mesa” dos “vinhos finos de mesa”.
Os primeiros são produzidos por uvas não selecionadas e muitas vezes por uvas frutíferas (de consumo doméstico). Já os vinhos finos de mesa são
produzidos por uvas viníferas européias (ideais para a produção de bons vinhos). A partir destes conceitos, passamos a outro processo que é escolher
os vinhos produzidos com as uvas com maior quantidades de proacinidinas, as que contém maior concentração de resveratrol, que age contra os radicais
livres no organismo e auxilia no combate a diversas doenças, reduzindo os níveis do "mau colesterol" no sangue e a probabilidade de um infarto.
E quais são esses vinhos ? Procure escolher sempre os tintos, preferencialmente aqueles produzidos pelas uvas: Tannat, Cabernet Sauvignon, Merlot,
Tempranillo, Malbec, Nebbiolo, Sangiovese e Aglianico, entre outras. Além das uvas pelas quais o vinho foi produzido, existem outros fatores que podem
ser observados nos rótulos das garrafas e que o ajudarão a fazer a escolha certa. Dê preferência para os vinhos com taninos mais intensos, evitando
aqueles que trazem no rótulo as expressões “fácil de beber, de sabor suave, leve”.
Evite também vinhos com mais de 8 anos de envelhecimento - os vinhos jovens concentram melhor os flavonóides tão benéficos à saúde.
Os vinhos brancos, tão apreciados por alguns, infelizmente não oferecem os mesmos benefícios, pois são fermentados sem as cascas e as sementes das uvas,
onde se concentram as substâncias citadas acima, que são extraídas durante o processo de fermentação.
Referência Bibliográfica: Corder, Roger. A Dieta do Vinho. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
ISBN 978-85-7542-425-4.
<<< Voltar